domingo, 21 de junho de 2026

Torci o dedo da Tata. Era noite de sexta, 19/06/2026, poucas horas antes do jogo do Brasil nessa Copa escrota. Tínhamos dado banho nas duas e eu estava vestindo a Tamara enquanto conversava com a Marília sobre, sei lá, o quê, quando coloquei a manguinha no braço dela e ela deu um gritinho, quase um miado! Na hora, eu pensei que era o dedinho. Naqueles segundos de aflição eu contei os dedos e não entendi: faltava um! Recuei com a manga e o dedo saltou para o lugar. Nessa hora, eu e Marília ficamos em choque por mais alguns segundos, mas reagimos e vimos que, aparentemente, nada tinha acontecido. Ela não estava chorando ao toque, mas o sexto sentido da Má ascendeu e resolvemos levá-la à emergência. E assim foi: Marília foi com ela e eu fiquei com a Laila. Ela não percebeu nada e ficamos brincando e vendo desenho (apesar de ser de noite — regra da casa, rs). Eu fiquei péssimo, ainda estou. Me senti o pior pai do mundo. Só passava na cabeça que Tamara teria uma deficiência pelo resto da vida e a culpa era minha. Por uma falta de atenção e de cuidado, tinha torcido o dedinho de um bebê de 2 meses. Nunca esquecerei daquela cena... Marília estava mandando notícias o tempo todo. No primeiro momento, a médica disse que estava tudo bem e que, aparentemente, nada tinha acontecido, maaas que tiraria um Raio X. Depois da luta para tirar o Raio X de um bebê de 2 meses, ela foi encaminhada para o ortopedista, que disse que "aparentemente tinha uma fissurinha", mas que esta não traria nenhum dano ou sequela e que em poucos dias já estaria cicatrizada. Só ouvi esse áudio da Marília quando ela já estava quase aqui em casa. Fiquei muito mal. Marília chegou quase na hora do jogo e acabamos ficando vendo a partida com os vizinhos. Foi ótimo, mas fiquei o tempo todo pensando no que fiz. Marília foi ótima e, a todo momento, ficou falando que estava tudo bem, que não foi nada e que eu não era um mal pai — ou seja, tentou me confortar. Ela já tinha passado por algo parecido com a Laila: ela deixou ela cair de cabeça do sofá com 2 ou 3 meses. Nossa primogênita ficou bem e está aí, toda pimpona, mas imagina como ela se sentiu. Era tudo no começo, aprendendo a cuidar de um bebê, e uma queda. Lembro do desespero dela no telefone. Eu saí correndo de Magé e, quando cheguei em Bonsucesso, ela já estava saindo da emergência e Laila estava ótima. Depois do susto, parei para comer uma torta da Lecadô para me recuperar. Bem, hoje Tamara está bem e a fissura deve se recuperar em breve, mas a cabeça leva tempo. Foi um acidente, mas ela é tão pequenininha...

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Alguns sonhos que anotei

Mantendo o espirito de manter as memórias, durante algum tempo eu escrevi alguns sonhos. A maioria deles ocorreram na pandemia. Vou publicá-los aqui para a posteridade...rs Obs: Alguns foram escritos como mensagem para a Marilia.. Noite de 03 de março de 2013 Bonita, tive um sonho louco hoje. Pegava o 497 na lapa e entrava na hora que estava acontecendo um arrastão de cracudos e eu perdia 2,5 da passagem e mais 10 reais e ficava puto porque ninguém reagia. Depois saltava na minha antiga escola q tinha virado uma série de piscinas e encontrava meus amigos da época e depois saímos, atravessávamos um quarteirão e chegávamos em uma estrada de terra cheia de azaleias e eu ficava pegando mudas de azaleia!! Kkkkkkkkkkkkk Interprete e me diga o que quer dizer este sonho!! Madrugada de 10 de março de 2014 Cena um Hall da piscina com vista para orla de uma praia, o tempo passa e as coisas se acumulam, máquinas fotográficas, eletrônicos, carros, lixo, poeira, restos de um tempo distante. Alguma coisa se meche no entulho de equipamentos abandonados, um vulto ou somente uma máquina velha que cedeu a gravidade e rolou da pilha. “Câmera de meche, revelando a visão de uma pessoa – olhamos pela sacada do “hotel”, vemos a rua e uma criança brincando, logo outra aparece correndo ao seu lado e pergunta: Criança - “cadê, onde ele esta? Estava aqui em cima!”. Outra pessoa – “o que? Não tem nada. Qual é o seu nome?” A criança segue sem dar atenção procurando, então chegam os pais e perguntam: Pais – “Olá, quem é você? Nunca te vimos por aqui.” Nessa hora a pessoa é revelada é uma mulher de cabelos encaracolados (ou um homem?) Eles conversam e ela revela que estamos em uma plataforma, e que o mundo esta emundado, e que existem outras plataformas, e que houve um assassinato em um delas, e que esse é o assunto em todas as plataformas. Mas tarde ela volta ao quarta e é recebida por uma trans, e nesse momento é revelado que a pessoa que estava fora é na verdade um homem de meia idade e que estava com uma máscara de uma mulher jovem, e a trans que estava no apartamento é sua companheira e quem cuida do disfarce. Ele também revela que tem que explodir logo a plataforma ou todos vão descobrir o seu disfarce e o que ele esconde... Noite do dia 30 de maio de 2020. Sei lá que dia da quarentena. Meu sonho de hoje foi uma visita ha algum lugar que eu fui examinado. Não sei se era um hospital. Bem, lá a médica me perguntava se eu tinha feito um transplante de pele. Obviamente disse que não e ela respondeu dizendo que 70% do meu pulmão tinha cicatriz. Eu respondi dizendo que tive pneumonia...três vezes rs Sem dúvida meu inconsciente esta com medo de ir ao ato hoje no meio da pandemia. Noite de 01° de junho de 2020 Eu, Helinho e mais alguém estávamos fazendo um mocihilão para Argentina e parávamos em uma praia de lá e o mar estava com várias manchas amarelas, era algum produto químico da extração da prata. Ficamos lá na área tentando tomar coragem para entrar na água. Depois não sei porque, eu e mais duas pessoas mascaradas estávamos em um corredor escuro e estávamos procurando alguém no estilo filme policial. Um dos mascarados ficava muito doido e saia na frente entrando nos quartos (apartamento). Depois de algumas portas eu achava quem procurava. Apesar de não fazer ideia de quem era essa pessoa ele me conhecia, lá no quarto, estava a Luciana da minha escola. Ela estava só de camisa e calcinha.. nos falamos e eu acordei. Porquê!? Madrugada do dia 11 de junho, Passei o dia 10 vendo uma nova série no Netflix, uma produção brasileira sobre um surto zumbi no Rio de Janeiro, a história se passa dentro da casa de um reality show (a la BBB). O Resultando? Três sonhos de terror na mesma noite. O primeiro, algo parecido com um surto zumbi, algumas cenas de fuga (dessa vez eu não estava no sonho, só assistindo) e, em algum momento (uma pausa: nesse segundo que escrevo a marilia dá mais uma trombada clássica nela em elgum objeto, desta vez a porta do box, só escuto o “ai”) repete uma cena da série. Duas pessoas pedem ajuda em uma câmera que estava no shopping, nessa hora aparece o verdadeiro ser que os perseguia. Algo parecido com um robô ou máquina que levantava as pessoas (ele voava) e sugava-as de algum modo colocando as mãos das vítimas em algo... ele sugava a consciência e matava as pessoas... doido O segundo sonho, acordei lembrando dele durante a madrugada, mas voltei a dormir e acordei às 7h com o terceiro sonho jurando que não ia escrever nenhum destes três sonhos bizarros.. resultado.. esqueci do sonho dois. O terceiro sonho era eu lendo ou vendo na tv a notícia de uma afogamento de uma menina que entrou no mar atrás da sua bola de desta de hélio, depois aparecia alguma filmagem. Era uma adolecente oriental com o cabelo bem curto que nadava entre os veleiros que a filmavam, ela nadavam meio de peito atrás do balão azul... Estava nos EUA como ilegal. Fugia do governo bolsonaro. Andava pelo comércio buscando alguém w falava inglês p pedir um emprego.  Usava um inglês mecarronico.  Achei duas mensagem uma farmácia q me indicaram uma loja q estavam contratando.. Foi engraçado pq elas tinham sotaque in^hl es e eu não achei q elas eram BR. Na outra loja estava eu  e Marília na porta e eu fala p Marília ir pedir um emprego. Em outro momento eu era revistado por dois seguranças que procuravam contrabando de cabelo. Eles falavam espanhol mas era para mim português no final. A revista era na saída de uma loja de departamentos.  Eu Comprava um casaco lá que quebrou um fecho na própria loja. Os seguranças no deixavam eu trocar. Eles foram legais e no final apareceu o Ronaldo gaúcho rindo e brincando com eles e comigo. Me perguntava se eu estava bem. Na saída da loja encontro duas Priscila. Elas fazem festa quando me vêem.  Elas estão viajando e eu fugindo. Elas estavam mais jovens  uma tinha piercing e sobrancelha depilada. Eu ria e na hora de falar disse q estava de boca cheia e todos riam. Esse encontro foi n saída da loja...e as Priscila apareceram uma por vez   Manhã do dia 25 de junho, Era FlaFlu, e eu estava na rua (lembrava o largo da prainha), estava indo ver o jogo na rua e pensando em quem poderia ir ver comigo, já que era abertura gradual da pandemia. Pensei no Helio, mas ele é grupo de risco.  Seguia para uma rua deserta e via uns caras de bicicleta. Pronto seria assaltado. Desviei para uma outra rua e eles me seguiam e me cercaram. Procurei um pau e um deles veio para cima falando que perdi mesmo que fosse um celular perto... Já estava pertinho de um bar e comecei a pensar, corro ou caio na mão?! Até parece... Madrugada de 05 de julho, Acordei com a ajuda do despertador às 01h30 da madrugada para ver o eclipse lunar. Levantei todo animado e quando subi às escadas para ver a tal lua percebo que ela esta totalmente normal. Estava lá ela cheia e bem clara. Recorri ao pai dos burros moderno e descobri que o eclipse penumbral praticamente não perceptível, ou seja acordei a toa! Voltando para cama estoura uma briga na rua que acorda até a marilia, o pessoal fazia um escandá-lo horrível que deixou a gente puto e acordado por mais tempo ainda. Por fim a Lua nem foi a culpada pela noite. Resultado, acabei sonhando com briga! Primeiro estava na rua lá de casa sentado com uma galera em roda na rua quando uma das pessoas começa a andar para um lado e para o outro e acaba batendo em um dos caras. Depois ele continua andando para um lado e para o outro e ninguém faz nada. Quando ele me pega pelos ombros e me arrasta deitado no chão por uns 3 metros. Eu levanto puto e começo a discutir com ele! Esbravejando falo um monte, mas não xingo e nem bato nele, percebo depois que não faço isso porque ele do nada se transforma em um policial que tinha até um parceiro com cassetete. Sim, estavamos recebendo uma dura e por isso não reagíamos… o incrível é que um dos caras da roda se transformou em policial. Provavelmente era a figura de um infiltrado pairando no meu subconsciente. Depois eu via ele na TV pedindo desculpas, pagando de maluco para o reporte que o entrevistava na Câmara dos vereadores do Rio. Ele dizia que estava tendo algum tipo de surto. Enquanto isso eu estava em casa (a minha de Bonsucesso), todo ralado nas costas e com a camisa da Luta Educadora toda rasgada… a última. Paralelamente a isso, eu vou a direção da Resistência dizer que o bada me bateu e que não queria mais ficar com ele na direção. Não sonhei com a briga em si, na verdade lembro de vultos da cena que também ocorrera na minha rua, lá na antiga barraca do 47 ou 45 da rua. Mas o que lembro era de reclamar com o Xandão sobre o fato... Manhã de 19 de agosto Estou fissurado em veleiro. Hoje sonhei o absurdo, era uma reportagem que mostrava moradores de veleiros e seus animais estranhos. Passava várias pessoas sendo entrevistadas falando de morar em Paraty ou na Urca, e aparecia um trisal que tinha um bezerro! Só que eles estavam em um bote e não em um veleiro. Saia desse sonho contando a reportagem para a Marília e meu tio beto. Estávamos em uma cada estranho onde o chuveiro ficava em uma sala. Quando meu tio ia em bora, eu ia tornar um banho e Marília vinha de saliência atrás. No meio dos beijos aparecia a Mari (winnie me perguntou dela hoje é por isso ela apareceu no sonho eu imagino). Mari fala: “será que é grosso?” (nunca sonhei algo tão pornochanchada), ela fala e carregava Marília para um quarto, pois havia mais gente circulando da casa! Morri de vergonha quando sai uma outra mulher de um quarto (nessa hora eu já estava sozinho) e me vê pelado no chuveiro , nessa hora eu me viro e peço desculpas , falando que achava que estava sozinho e que não era um assédio. A pessoa não curtiu muito me ver... essa situação se repete com uma segunda moradora e eu fujo para o quarteto da Mari quando vejo que além dela e Marília estava a Tamina (essa eu não sei da onde saiu). Terminou o sonho com Marília e Tami se agarrando nuas e eu chupando uma bucetinha super delicada! A Mari era linda.

terça-feira, 16 de junho de 2026

A volta pela memória

Bem, será que eu consigo? Já tentei tantas vezes ter um canal de escrivivência comigo mesmo e sempre é tão difícil continuar. Acho que eu tenho um grande mal: a preguiça. E, de fato, eu tenho um histórico de um monte de coisas que eu não terminei... não me orgulho muito disso. Mas hoje de madrugada eu acordei para atender a Laila e fiquei sem dormir por um tempo e fiquei pensando em escrever um monte de coisas... Primeiro, eu tenho um grande medo, que é passar pelo que a minha avó passou e agora o meu tio: a morte em vida. Minha avó ficou 4 anos em uma cama e foi se apagando a cada dia até não estar mais ali... e agora meu tio está com algo parecido e a perda da memória é um dos primeiros sintomas. Eu tenho uma sensação de que a minha memória é bem "lerda" ou seletiva; tem vários episódios que a Marília ou outra pessoa lembra bem mais que eu. Não sei se é algo concreto ou só um esquecimento natural, sei lá. O fato é que escrever e ter mídias, inclusive as sociais, ajuda muito. O segundo motivo é simples: quero lembrar desses dias com as meninas. Não há nada nessa vida melhor do que estar com elas. Deve ser algo biológico; é um amor tão gigante que até tenho aquela sensação de "borboletas no estômago". É lindo demais. Laila é uma criança tão inteligente, com tiradas engraçadíssimas, e a Tata é o nosso porquinho! Tudo agora faz sentido vivendo com elas!